Inovação aberta: como reduzir riscos e transformar parcerias em resultados

Inovação não é simplesmente encontrar uma nova tecnologia. É conseguir transformar uma nova possibilidade em resultado para o negócio.

É por isso que a inovação aberta ganhou espaço. Empresas podem acessar tecnologias, competências e modelos de negócio que seriam mais lentos ou caros de desenvolver internamente, estabelecendo parcerias com startups, universidades, empresas de tecnologia e outros agentes do ecossistema.

Mas existe uma etapa frequentemente subestimada: a execução.

Uma solução pode funcionar tecnicamente, um piloto pode apresentar bons resultados e, ainda assim, a iniciativa não chegar ao mercado ou à operação.

O desafio está em transformar uma solução validada em uma capacidade real de gerar valor para o negócio.


Por que tantas iniciativas não chegam ao mercado?

A pressão para inovar convive com um receio legítimo: investir tempo e recursos em uma solução que talvez não encontre espaço no mercado.

Desenvolver todas as competências internamente pode elevar custos e alongar prazos. Buscar parceiros externos abre novas possibilidades, mas não elimina o desafio da execução.

Em uma análise sobre a colaboração entre empresas e scale-ups na Europa, menos de 5% dos projetos formalmente avaliados pelas empresas — incluindo pilotos e provas de conceito — chegaram ao mercado. Entre os obstáculos identificados estão processos lentos de contratação e avaliação de riscos, testes pequenos demais para demonstrar valor e a falta de um caminho claro para a adoção comercial.

O percentual se refere ao contexto europeu estudado e não deve ser interpretado como uma taxa geral de sucesso da inovação aberta. Fonte: McKinsey, 2026.

O dado ajuda a ilustrar um problema importante:

o risco da inovação não está apenas em escolher uma tecnologia que não funcione.

Uma solução pode apresentar bons resultados em um piloto e ainda assim não avançar porque ninguém definiu como integrá-la aos processos, quem será responsável pela adoção, qual investimento será necessário ou quais resultados justificarão sua expansão.


O verdadeiro desafio começa depois do piloto

Uma prova de conceito pode demonstrar que uma tecnologia funciona.

Mas isso não responde às perguntas que realmente importam para o negócio:

  • Quem será responsável pela implementação?
  • Como a solução será incorporada ao processo existente?
  • Quais áreas precisarão mudar sua forma de trabalhar?
  • Quanto custará sua implantação e operação?
  • Qual impacto esperamos em receita, margem, produtividade ou experiência do cliente?
  • Em quanto tempo o investimento poderá gerar retorno?
  • Quais indicadores determinarão a decisão de continuar, ajustar ou interromper a iniciativa?

É nesse momento que inovação deixa de ser experimento e passa a ser negócio.

A passagem do piloto para a escala exige mais do que tecnologia. Exige estratégia, processos, governança, pessoas e capacidade de execução.


Como estruturar uma parceria de inovação aberta?

O ponto de partida deve ser uma necessidade concreta do negócio.

Antes de procurar parceiros, a empresa precisa responder:

Qual problema queremos resolver?

A partir daí, algumas questões precisam estar claras:

  1. Qual resultado queremos alcançar?
  2. Quem será responsável pela iniciativa?
  3. Como mediremos seu valor?
  4. Qual solução ou competência precisamos buscar externamente?
  5. Qual será o critério para continuar ou interromper o projeto?

Essas respostas ajudam a selecionar parceiros com competências adequadas e orientam o escopo do teste, o investimento inicial e os critérios de decisão.

Assim, a empresa pode experimentar de forma controlada e aprender antes de assumir um compromisso maior.


Do piloto à escala

Parcerias com potencial de escala precisam ser planejadas para a adoção desde o início.

Isso envolve definir o caso de uso, alinhar os incentivos das partes, estabelecer responsabilidades e preparar a operação para incorporar a solução.

Sem essa conexão com a operação, um projeto pode funcionar tecnicamente e não gerar resultado comercial.

A jornada pode ser vista em seis etapas:

Problema → Parceiro → Piloto → Validação → Adoção → Escala

E cada etapa deve responder a uma pergunta diferente:

  1. Etapa: Problema – Pergunta: O que queremos resolver?
  2. Etapa: Parceiro – Pergunta: Quem possui a capacidade necessária?
  3. Etapa: Piloto – Pergunta: A solução funciona?
  4. Etapa: Validação – Pergunta: O resultado justifica avançar?
  5. Etapa: Adoção – Pergunta: A empresa consegue incorporar a solução?
  6. Etapa: Escala – Pergunta: O resultado pode ser ampliado de forma sustentável?

 O objetivo é evitar que a organização fique presa em uma sucessão de pilotos que nunca chegam à operação.


O piloto mede se funciona. O negócio mede se vale a pena escalar.

Os indicadores devem refletir o problema que motivou a parceria.

Indicadores de experimentação

  • tempo para validar a solução;
  • custo do piloto;
  • taxa de conclusão;
  • desempenho técnico.

Indicadores de adoção

  • utilização pelas equipes;
  • adesão dos usuários;
  • integração ao processo;
  • frequência de uso.

Indicadores de negócio

  • receita;
  • conversão;
  • redução do ciclo;
  • produtividade;
  • margem;
  • redução de custos;
  • retenção;
  • experiência do cliente.

Essa distinção é importante.

O piloto mede se a solução funciona. O negócio mede se vale a pena escalar.


IA acelera a inovação. A execução captura o valor.

A expansão da inteligência artificial aumentou ainda mais a velocidade com que novas soluções chegam ao mercado.

Empresas podem testar agentes, automações e aplicações de IA com relativa rapidez.

Mas velocidade tecnológica não significa velocidade de captura de valor.

Antes de implementar uma nova solução de IA, é necessário entender o processo que será transformado, os dados envolvidos, as responsabilidades, os indicadores e as mudanças necessárias na operação.

Quando esses elementos estão organizados, a IA pode ampliar significativamente a capacidade de execução.

Pode apoiar análises, localizar informações, produzir documentos, acompanhar rotinas, automatizar tarefas e acelerar decisões.

Na prática, a IA passa a funcionar como uma capacidade adicional de execução.

O diferencial não está apenas em ter acesso à tecnologia.

Está em conseguir incorporá-la à operação e transformar essa capacidade em resultado.


Como a Montevia ajuda

A Montevia atua junto à liderança para transformar oportunidades de inovação em iniciativas executáveis, conectando estratégia, processos, tecnologia e gestão para que uma solução validada possa chegar à operação e gerar resultado.

Nossa atuação pode envolver:

  • definição do problema e do resultado esperado;
  • desenho do modelo de atuação;
  • organização dos processos;
  • definição de indicadores;
  • estruturação da governança;
  • apoio na avaliação de soluções e parceiros;
  • organização e acompanhamento de pilotos;
  • preparação da operação para adoção;
  • gestão da implementação;
  • mensuração dos resultados;
  • identificação das oportunidades de escala.

O foco não está em inovar por inovar.

Está em resolver um problema relevante do negócio e capturar o valor gerado pela solução.

A tecnologia pode ser nova.
O problema precisa ser conhecido.
E o resultado precisa ser mensurável.

Outcomes Matter.

Se sua empresa já possui uma tecnologia, parceria, piloto ou iniciativa de inovação e o desafio agora é transformá-la em resultado, a Montevia pode ajudar a estruturar o próximo passo.Fale com a Montevia.

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